Durante décadas, a adolescência foi vista como a fase da ruptura, do risco e da invenção cultural. Mas jovens de hoje parecem crescer de outro jeito: bebem menos, dirigem menos, fazem menos sexo casual, passam mais tempo em ambientes digitais e demoram mais para entrar na vida adulta. Michel Alcoforado analisa que, em um mundo onde o risco é registrado, a estética é monetizada, a subcultura vira tendência em minutos e a rebeldia precisa caber dentro do feed.
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